Motonliners

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(27-10-2017 às 17:22)dfelix Escreveu: [ -> ]Não podemos esquecer a febre das GS só surge por volta de 2006/2007 numa altura praticamente só a KTM tinha entrado nesta coisa das "Adventure".

O Ewan e o Charley sao em parte os santos padroeiros de algo que se tornou moda.. por ser moda. Como todas as outras.

https://www.youtube.com/watch?v=63eWDd-Uj7c

Mas tambem nao evidencio um crescimento exponencial da ktm na estrada. Mota apos mota, parece que ha sempre um ligeiro desiquilibrio num conjunto quase bem conseguido. Ate o estetico!


(27-10-2017 às 17:22)dfelix Escreveu: [ -> ]A MT-10 é o produto que a FZ1N aspirava ser mas nunca foi.

Nao concordo. A FZ1N sempre foi uma mota para gente adulta. O design pouco arrojado, pouco apuro dinâmico e um motor de se puxar em recta e abrandar tranquilamente antes da curva. No fundo aqueles 10s de emoção numa voltinha de domingo, para voltar imediatamente a ser motociclista, marido e pai responsavel pelos 60km restantes ate chegar a casa.

A MT10 nem sei bem onde se coloca. A mota tresanda a 'rape me' mas o price tag coloca-a num patamar pouco acessivel a um publico jovem e hooligan. Parece ser mota para o cota que cresceu tarde, ou para um recém divorciado cuja ex mulher nao seja advogada.

(27-10-2017 às 17:22)dfelix Escreveu: [ -> ]É que a MT-09 Tracer já provou ser melhor "all rounder" do que a FZ1S Fazer era.

Tal como nos globos de ouro da sic, e preciso definir melhor a categoria e o termo all rounder, antes de se atribuirem os premios aos nomeados.

A tracer 09 e muito mais leve, mas nunca será uma estradista como uma FZ carenada.

E ainda me parece que a Tracer esta mais posicionada para um comprador mais jovem, ainda na curva ascendente de aprendizagem nesta coisa de andar de mota. Que lhe permite fazer umas viagens, umas curvas, andar acima dos 200km, levantar a roda em 2a e ir para o trabalho.

Mas ainda sem a experiência de andar depressinha em estrada aberta. Nao permite a suavidade da viagem a trabalhar ritmo, rotacoes e postura e a nobreza de um motor possante. Ai a FZ e largamente superior.

Outra opinião com certeza pode colocar a NC como a mae do 'all roundismo''

Eu vejo a coisa mais numa perspectiva de z1000sx.


(27-10-2017 às 17:22)dfelix Escreveu: [ -> ]Acho que a Honda tem uma estratégia bastante inteligente!
O cliente pcx ao querer evoluir tem dentro da própria marca opções que não implicam grande curva de aprendizagem.
Pode saltar para uma NC700X ... e ao fim de uns meses saltar uma a AT... mantendo-se dentro da tendencia da moda sem a necessidade de sujar o peito do pé esquerdo.

Parece-me que a Honda ate conseguiu 2 caminhos possiveis para os condutores de pe limpinho, irem dar a roma.

NC e a X ADV que cada vez se vem mais...

Os consumos da cross tourer (q ate tem dct) e que fazem o c-c-c-combo break, afastando a clientela da criatura de belzebu que suga mais 5l para percorrer 100km! devil
(27-10-2017 às 17:22)dfelix Escreveu: [ -> ]Acho que a Honda tem uma estratégia bastante inteligente!
O cliente pcx ao querer evoluir tem dentro da própria marca opções que não implicam grande curva de aprendizagem.
Pode saltar para uma NC700X ... e ao fim de uns meses saltar uma a AT... mantendo-se dentro da tendencia da moda sem a necessidade de sujar o peito do pé esquerdo.

Tem sentido o que dizes. E de repente lembrei-me que nem precisam de ficar pela AT.
Quando a idade já pesar e os sintomas reumatóides se manifestarem em maior grau para andarem em bicos de pés, já têm aí a nova Goldwing, que também vai contemplar uma versão Dual Clutch.  bigsmile

(27-10-2017 às 17:22)dfelix Escreveu: [ -> ]A proposta britânica pró segmento é a Tiger Sport com o 1050 da speed triple.
Só que este modelo está a sofrer do síndrome que afectou outros segmento, nomeadamente o das superdesportivas há uns anos atrás:
Não tem números que a evidencie nos comparativos!

Por acaso nem me lembrei dessa! My bad.... mas não são só os seus números serem escassos. Para além de lhe faltarem 35cv, tem uma silhueta discreta, que o pé de uma XR (que não acho especialmente interessante neste capítulo), de uma MS ou de uma SpAdventure, parece o parente pobre.
Daí que a Tiger 1050, apesar da sua origem, está mais apta para jogar na divisão das trail japonesas de litro... e até no preço se equipara a elas.

(27-10-2017 às 23:22)michelfpinto Escreveu: [ -> ]E porquê? A questão aqui não é as soluções, dado que a Versys até tem a maioria das inovações que existiam na altura que foi criada, mas vem com uma filosofia e um mercado que hoje em dia já está a desaparecer. E por isso uma Tracer 900 se pode bater quase de igual para igual em termos de motor. E a V-Strom 1000 ainda pior, tem o mesmo motor e potência de à sei lá quantos anos.

Michel, o que te estou a querer dizer é que não é a antiguidade das soluções que as distingue dentro do mesmo segmento ou as coloca em segmentos diferentes.
Usando esses teus exemplos, a Tracer 900 por ter uma mecânica mais recente, não deixa de ser concorrente directa da Versys 1000 ou da V-Strom 1000 e estarem todas incluídas no mesmo segmento de mercado.
Por exemplo, num outro estilo, a nova SV650, apesar de usar um motor com mais de 20 anos, não deixa de ser adversária directa da MT-07, com um motor recente.... e nivelarem-se no mesmo segmento de mercado.
Uma GSXS1000, por herdar a motorização da GSXR K5, não deixa de ser concorrente, no mesmo patamar, da MT-10.

(26-10-2017 às 00:46)michelfpinto Escreveu: [ -> ]Não sei porque é que as Japonesas tem a R1, ZX-10, Fireblade e GSXR, não tem estatuto e não vão vender nada... Ou se calhar não... Batendo-se com as europeias, várias vezes sendo melhores e vendem. A Ducati tem os seus fieis compradores como todas as marcas, mas nem todos ficam lá depois de comprar a primeira...

Novamente estás a confundir coisas. Eu não disse que as japonesas não vão vender nada. Bem pelo contrário... tirando algumas excepções, vendem bastante, dentro de cada um dos segmentos aonde se mexem (basta olhar às tabelas de ranking de vendas em cada categoria)... mas vendem a quem especificamente procura uma japonesa ou esteja economicamente condicionado a isso,  pelo price tag da generalidade das nipónicas vs as congéneres made in "Velho Continente".

Não deixo de concordar porém que aos poucos, esta diferença se tem vindo a atenuar no tempo. Mas por agora ainda continua mais acessível adquirir uma japonesa que uma sua semelhante europeia, independentemente do estilo de moto que seja.

E já não falando inclusivé da questão do status de cada um dos construtores. E há quem dê imensa importância a isso. Ter uma BMW ou Ducati é "premium"... ter uma Honda ou Yamaha é trivial.

(26-10-2017 às 00:46)michelfpinto Escreveu: [ -> ]Mesmo tu tinhas uma BMW e passaste para uma Honda.

Eu não sou exemplo. Primeiro porque não comprei moto nova. Depois, porque a Honda que comprei, era algo que já "perseguia" há algum tempo. E por fim, porque dentro do restrito leque de opções que tinha, não obstante da VFR1200F já de si ser uma moto cara, o que encontrei no mercado de usados em relação a congéneres europeias, trespassavam de longe o valor que me havia disponibilizado a gastar.
Ainda assim, e sendo um gajo que liga bem mais às specs da moto, que à marca que a mesma ostenta, houve muita a gente a achar "esquisito" e a questionar-me do porquê eu ter trocado de uma marca europeia e regressar às japonesas?

(26-10-2017 às 00:46)michelfpinto Escreveu: [ -> ]A Cross-tourer está sozinha em um segmento de mercado que quase não existe. No preço dela tens motas melhores em possivelmente quase tudo em relação a ela, e então é normal que não venda.

Não deixo de concordar contigo neste aspecto. A Crosstourer é uma moto estranha, com uma estética muito pouco consensual e com uma motorização muito mal escolhida para ela, que tiveram de "castrar" enormemente para se adaptar ao tipo de moto e ser utilizável. No fundo é um trambolho pesado, feio e caro... e como nem só de fiabilidade uma moto vende, o resultado de mercado está à vista!

(26-10-2017 às 00:46)michelfpinto Escreveu: [ -> ]Embora a Z1000SX esteja em outro campeonato das enumeradas, até vende razoavelmente tanto quanto sei (não em Portugal).

A SX tem o privilégio de ser uma das poucas resistentes de um segmento em extinção e com uma concorrência quase inexistente. O pouco que venda, talvez seja também resultado da falta de outras alternativas, a quem (ainda) procure por este tipo de moto.
Carlos, hoje estou sem paciência para fazer quotes fofinhos... lol

A ideia não é a antiguidade das soluções é a filosofia associada à construção da mota. E o motivou a criação de uma V-Strom, Versys 1000, etc não é a mesma coisa de uma MTS, S1000XR ou 1290 SuperAdventure S. E por isso mesmo a Tracer está bastante próxima da Versys 1000, enquanto a Versys está um bocadito distante da MTS e restantes.

A questão é mesmo essa Carlos, nem todos compram uma Japonesa por não ter dinheiro para uma europeia, muitas vezes é uma escolha e compram porque é isso que querem mesmo existindo boas propostas europeias. E como já referi e até concordaste, o valor da diferença hoje em dia nem sempre é muito grande. Nem todos felizmente neste mundo compram algo pelo símbolo que vem com o produto ou o status que esse símbolo trás consigo. Para mim o símbolo é pouco relevante, e não sou o único (quase aqui uma referência aos chutos... bigsmile).

Pronto, esses que acharam são capazes de ser os mesmos que pegam no iPhone da geração anterior, e lhe dizendo que é o novo, dizem que está muito melhor, muito mais rápido, etc etc... Nem sempre a cabeça foi feita para pensar...

Quanto à SX temos opinião semelhante.
(27-10-2017 às 23:30)vindaloo Escreveu: [ -> ]Os consumos da cross tourer (q ate tem dct) e que fazem o c-c-c-combo break, afastando a clientela da criatura de belzebu que suga mais 5l para percorrer 100km! devil

Eu não acho que seja exagerado o consumo de mais de 5 lts para qualquer mota que tenha para cima de 100 cv . Devem ser poucas as que nesse patamar gastem menos que isso , digo eu  tong , só se for a andar muito devagarinho sem nunca fazer uma ultrapassagem.
(27-10-2017 às 23:30)vindaloo Escreveu: [ -> ]Mas tambem nao evidencio um crescimento exponencial da ktm na estrada. Mota apos mota, parece que ha sempre um ligeiro desiquilibrio num conjunto quase bem conseguido. Ate o estetico!

Apenas me recordo que antes do Ewan e o Charley decidirem brincar ás aventuras, os únicos caixotes de aluminio que se viam na estrada estavam pendurados em ktm.
E nem era pela estética, pois havia uma roxa e laranja que foi bem sucedida!
A malta comprava aquilo porque era a marca que ganhava os dakar.

(27-10-2017 às 23:30)vindaloo Escreveu: [ -> ]Nao concordo. A FZ1N sempre foi uma mota para gente adulta. O design pouco arrojado, pouco apuro dinâmico e um motor de se puxar em recta e abrandar tranquilamente antes da curva. No fundo aqueles 10s de emoção numa voltinha de domingo, para voltar imediatamente a ser motociclista, marido e pai responsável pelos 60km restantes ate chegar a casa.

Eu esperei o lançamento da FZ1N antes de comprar a Speed Triple.
Já tinha descartado as outras e só faltava estudar essa.
A decepção depois do test drive foi tal que fui á Triumph logo no próprio dia.

(27-10-2017 às 23:30)vindaloo Escreveu: [ -> ]A MT10 nem sei bem onde se coloca. A mota tresanda a 'rape me' mas o price tag coloca-a num patamar pouco acessivel a um publico jovem e hooligan. Parece ser mota para o cota que cresceu tarde, ou para um recém divorciado cuja ex mulher nao seja advogada.

Experimentei a MT10 o ano passado no Lisboa Air Race.
Fui lá ver os aviões. Mas quando fui estacionar estava lá a Yamaha de tenda armada... e acabei por ir experimentar, e não vi quase aviões.
O test drive foi curto e não deu para grande coisa.
Mas a sensação que tive foi exactamente o que descrevi atrás. Que se trata daquilo que a FZ1 nunca foi. Pois ao contrário da outra, o crossplane transmite algum feeling e andar montado num transformer contribui para o lado hooligan da coisa.

Mas sim...não há publico jovem para estas motos.
Por diversas razoes. Porque há menos publico jovem no mundo das motos em geral. Porque este segmento está muito caro face ao custo de vida actual. E porque as tendências também são outras.

Faz sentido o que dizes. Que talvez seja uma boa opção para quem atravesse uma crise de meia idade.
Mas... penso que isso é aplicável a todo este segmento no presente.

(27-10-2017 às 23:30)vindaloo Escreveu: [ -> ]Tal como nos globos de ouro da sic, e preciso definir melhor a categoria e o termo all rounder, antes de se atribuirem os premios aos nomeados.

O termo "all rounder" era o que a imprensa britanica chamava a motos como a Fazer 1000 há uns 10-15 anos atrás.
Motos que eram um bocadinho mais utilitárias que as sport tourer,  mas com um motor minimamente robusto e sem a preocupação de serem poupadinhas.
A Fazer 1000 era a referência.

(27-10-2017 às 23:30)vindaloo Escreveu: [ -> ]E ainda me parece que a Tracer esta mais posicionada para um comprador mais jovem, ainda na curva ascendente de aprendizagem nesta coisa de andar de mota. Que lhe permite fazer umas viagens, umas curvas, andar acima dos 200km, levantar a roda em 2a e ir para o trabalho.

Isso parece-me descrever um público alvo mais amplo que o comprador mais jovem, ainda na curva ascendente de aprendizagem.
E essa é uma das razões porque a considero um produto bem sucedido.

(27-10-2017 às 23:30)vindaloo Escreveu: [ -> ]Mas ainda sem a experiência de andar depressinha em estrada aberta. Nao permite a suavidade da viagem a trabalhar ritmo, rotacoes e postura e a nobreza de um motor possante. Ai a FZ e largamente superior.

Não tenho tão boa opinião das FZ.

(27-10-2017 às 23:30)vindaloo Escreveu: [ -> ]Outra opinião com certeza pode colocar a NC como a mae do 'all roundismo''

O público aficcionado talvez a coloque onde bem entender.
Alguns até dirão que pode ser boa desportiva!
Eu não inventei o 'all roundismo'. Limito-me a aplicar a modelos que eram apelidados de tal.

(27-10-2017 às 23:30)vindaloo Escreveu: [ -> ]Eu vejo a coisa mais numa perspectiva de z1000sx.

A Z1000SX é uma sport-tourer traveca.
O sucesso deve-se ao facto de que apesar o segmento ter definhado, ainda haver mercado!


(28-10-2017 às 19:43)carlos-kb Escreveu: [ -> ]Quando a idade já pesar e os sintomas reumatóides se manifestarem em maior grau para andarem em bicos de pés, já têm aí a nova Goldwing, que também vai contemplar uma versão Dual Clutch.

Acho que a goldwing com dct corre o risco de vir a ser extremamente bem sucedida no futuro.
Tenho me apercebido que uitos dos novos motociclistas que até bem pouco tempo só andavam de carro... desejam muito ter uma moto que seja practicamente um carro!

(28-10-2017 às 19:43)carlos-kb Escreveu: [ -> ]Para além de lhe faltarem 35cv, tem uma silhueta discreta,...

Não diria discreta... mas feia mesmo!
Apesar de que ao vivo não é tão horrível como nas fotos.

A Tiger Sport poderia ser uma moto bem sucedida com marketing adequado numa vertente que levasse as pessoas a sentarem nela.
Pois bastaria uma voltinha para perceber que uma excelente entrega de binário em regimes e velocidades em que o utilizador comum passa 90% do seu tempo pode ser mais útil que os cavalos extras que a concorrência anuncia.

(28-10-2017 às 19:43)carlos-kb Escreveu: [ -> ]Não deixo de concordar contigo neste aspecto. A Crosstourer é uma moto estranha, com uma estética muito pouco consensual e com uma motorização muito mal escolhida para ela, ...

A Crosstourer foi uma estratégia da Honda para ganhar algum tempo numa corrida em que chegou atrasada...

(28-10-2017 às 19:43)carlos-kb Escreveu: [ -> ]A SX tem o privilégio de ser uma das poucas resistentes de um segmento em extinção e com uma concorrência quase inexistente. O pouco que venda, talvez seja também resultado da falta de outras alternativas, a quem (ainda) procure por este tipo de moto.

Exacto!!!!!
Quando tentei responde ao vindacoiso lá atrás não me consegui expremer tão bem!


(30-10-2017 às 00:21)michelfpinto Escreveu: [ -> ]Carlos, hoje estou sem paciência para fazer quotes fofinhos... lol

Não sabes o que é bom.
Já o kb... tomou-lhe o gosto!!!! E tá imparável.

(30-10-2017 às 00:21)michelfpinto Escreveu: [ -> ]E o motivou a criação de uma V-Strom, Versys 1000, etc não é a mesma coisa de uma MTS, S1000XR ou 1290 SuperAdventure S. E por isso mesmo a Tracer está bastante próxima da Versys 1000, enquanto a Versys está um bocadito distante da MTS e restantes.

Mais ou menos.
As maxitrails estradistas tiveram o seu pico num momento em que as sport-tourers estavam em alta e offroad em declíneo.
Daí que até a Honda abandona um produto tão bem sucedido como a Africa twin em detrimento da Barcadero.

Já a MTS é fruto de si própria.
E embora podemos traçar a génese deste estilo ás primeiras TDM (e até TDR) a realidade é que a Ducati abraçou este segmento com a primeira Multifeia mas foi com a 1200S e toda a electrónica  que permite a transformar num canivete suiço que acertou na mouche.
Ninguém ficou indiferente. Só que é uma Ducati... com tudo que de bom e mau isso implica.
Com a massificação das electrónicas xpto, as rivais tais como XR e 1290 Super Adventure S  surgem apontadas a o mesmo público.

A Tracer é a fusão da TDM com a Fazer.

(30-10-2017 às 00:21)michelfpinto Escreveu: [ -> ]Nem todos felizmente neste mundo compram algo pelo símbolo que vem com o produto ou o status que esse símbolo trás consigo.

Honda é Honda.
(30-10-2017 às 01:50)dfelix Escreveu: [ -> ]
(27-10-2017 às 23:30)vindaloo Escreveu: [ -> ]A MT10 nem sei bem onde se coloca. A mota tresanda a 'rape me' mas o price tag coloca-a num patamar pouco acessivel a um publico jovem e hooligan. Parece ser mota para o cota que cresceu tarde, ou para um recém divorciado cuja ex mulher nao seja advogada.

Experimentei a MT10 o ano passado no Lisboa Air Race.
Fui lá ver os aviões. Mas quando fui estacionar estava lá a Yamaha de tenda armada... e acabei por ir experimentar, e não vi quase aviões.
O test drive foi curto e não deu para grande coisa.
Mas a sensação que tive foi exactamente o que descrevi atrás. Que se trata daquilo que a FZ1 nunca foi. Pois ao contrário da outra, o crossplane transmite algum feeling e andar montado num transformer contribui para o lado hooligan da coisa.

Intervalo-só-para-meter-nojo

É pá!... Tirem lá a MT10 da "equação"... Porque (ainda?) não tem um motor funcional mas apenas um "buraco negro" de combustível.

E não é para ser chato só porque sim ou porque fui atacado por uma "OFFICERite" aguda  devil , mas porque os números dela, NMHO, não fazem qualquer sentido, neste século. Ou pelo menos desde a década de 1970 (aka 1º "choque petrolífero") para cá. Quando apenas os "números finais" importavam e não como se chegava a eles.  blink

Sem (muito) mais "bullshit", eis os números:

0/100 - 3.36 seg.

8,0 l/100km  (Conforme anunciado pelo fabricante)

para

118,0 kW (160,4CV) @ 11.500 rpm
111,0 Nm (11,3 kg-m) @ 9.000 rpm

Peso (incluindo óleo e gasolina)
210 kg

VS

0/100 - 4.7 seg.

10,0 l/100km (Urbano) (Conforme anunciado pelo fabricante)

para

350CV / 6.000 rpm
470Nm / 2.000-4.500 rpm

Peso
1415 kg


Eis, para mim, os "números da discórdia". Onde, para realçar o absurdo, comparo a MT10 com um pequeno "utilitário de ir-ao-pão"  angel , aka o Ford Focus RS

Fim do intervalo-só-para-meter-nojo.
Siga a "dança"!... tong
(30-10-2017 às 01:50)dfelix Escreveu: [ -> ]
(30-10-2017 às 00:21)michelfpinto Escreveu: [ -> ]Carlos, hoje estou sem paciência para fazer quotes fofinhos... lol

Não sabes o que é bom.
Já o kb... tomou-lhe o gosto!!!! E tá imparável.

Hoje até estou com paciência, mas não é todos os dias...  lol

(30-10-2017 às 01:50)dfelix Escreveu: [ -> ]
(30-10-2017 às 00:21)michelfpinto Escreveu: [ -> ]E o motivou a criação de uma V-Strom, Versys 1000, etc não é a mesma coisa de uma MTS, S1000XR ou 1290 SuperAdventure S. E por isso mesmo a Tracer está bastante próxima da Versys 1000, enquanto a Versys está um bocadito distante da MTS e restantes.

Mais ou menos.
As maxitrails estradistas tiveram o seu pico num momento em que as sport-tourers estavam em alta e offroad em declíneo.
Daí que até a Honda abandona um produto tão bem sucedido como a Africa twin em detrimento da Barcadero.

Já a MTS é fruto de si própria.
E embora podemos traçar a génese deste estilo ás primeiras TDM (e até TDR) a realidade é que a Ducati abraçou este segmento com a primeira Multifeia mas foi com a 1200S e toda a electrónica  que permite a transformar num canivete suiço que acertou na mouche.
Ninguém ficou indiferente. Só que é uma Ducati... com tudo que de bom e mau isso implica.
Com a massificação das electrónicas xpto, as rivais tais como XR e 1290 Super Adventure S  surgem apontadas a o mesmo público.

A Tracer é a fusão da TDM com a Fazer.

Certo.

É verdade que a Ducati criou o estilo, e como tudo, parte do melhorar um conceito existente e que ao fim de N tentativas acerta. E como o estilo quando acertaram foi bem aceite, criou o seu mercado e já tem concorrência. Espero que venha a ter mais concorrência para existir mais escolha, que é esse o ponto inicial que me levou a escrever.

PS: N00b1e não experimentei nenhuma das concorrentes da MT-10, mas diria que em andamentos semelhantes os consumos nõa devem ser muito diferentes... blink

E acredito que o consumo da MT-10 anunciado seja mais real que o consumo anunciado do Ford Focus. Mas quem é que quer saber disso, uma mota é uma mota... Ou andas a pensar comprar uma NCoisa para poupares nos consumos??? devil
(30-10-2017 às 11:12)michelfpinto Escreveu: [ -> ]PS: N00b1e não experimentei nenhuma das concorrentes da MT-10, mas diria que em andamentos semelhantes os consumos nõa devem ser muito diferentes... blink

E acredito que o consumo da MT-10 anunciado seja mais real que o consumo anunciado do Ford Focus. Mas quem é que quer saber disso, uma mota é uma mota... Ou andas a pensar comprar uma NCoisa para poupares nos consumos??? devil

Muito longe disso. Se os consumos estivessem na 1ª linha das minhas preocupações andava de autocarro. (ou então não! tong). Mas uma coisa é citar o marco.clara com o eterno "burro sem palha não anda" e outra coisa será levar este conceito aos limites do absurdo.

E porque o "real" é sempre superior ao anunciado pelo fabricante resultante dos próprios ensaios "fofinhos", a MT-10 gasta 10l/100 km "sem se chatear nadinha", conforme confirmado pessoalmente pelo dono de uma, e o RS gasta 40 a 45l/100 km a "brincar dentro dum circuito".

Ou, se quiseres um exemplo mais pessoal, tens o meu "rasteirinho" cuja 1ª metade do mostrador de combustível tanto me dá para fazer uns 200 a 250 km (a 2ª metade só dá para cerca de 100 km) como também já se sumiu (e mais um bocadinho) numa certa viagem pela A5 entre Lisboa/Estoril. Só!  angel

Quanto aos "andamentos semelhantes" tens por exemplo uma "pastelona" também de ir-ao-pão que ,anunciado pelo fabricante, faz consumos de:

Consumo por cada 100 km a uma velocidade constante de 90 km/h 5.7 l
Consumo por cada 100 km a uma velocidade constante de 120 km/h 5.9 l

Claro que em "andamento"  a "NC" errrr... a S1000R é capaz de gastar um bocadinho mais do que isto mas, e considerando que o pão não chega muito mais frio do que com a MT-10, continuo a achar esta "solução" Yamaha um bocadinho "are you fu##ing kidding me?!"  rolleyes

[Imagem: ybjZYLT.jpg]


blink
(30-10-2017 às 10:15)n00b1e Escreveu: [ -> ]É pá!... Tirem lá a MT10 da "equação"... Porque (ainda?) não tem um motor funcional mas apenas um "buraco negro" de combustível.

Para o recém divorciado que passou ao lado deste segmento há 10-15 anos atrás porque na altura era escravo da actual ex-mulher... isso é irrelevante.
Ou não. Talvez por por isso o vindacoiso especificou que era aplicável a individuos cuja ex mulher nao seja advogada.


(30-10-2017 às 11:12)michelfpinto Escreveu: [ -> ]É verdade que a Ducati criou o estilo, e como tudo, parte do melhorar um conceito existente e que ao fim de N tentativas acerta. E como o estilo quando acertaram foi bem aceite, criou o seu mercado e já tem concorrência. Espero que venha a ter mais concorrência para existir mais escolha, que é esse o ponto inicial que me levou a escrever.

O estilo já havia antes da Ducati lançar a primeira Multifeia.
A revolução só surgiu com a introdução das electrónicas que permitiam a 1200S com um simples premir do botão passar dum comportamento idêntico ao duma TDM para uma autêntica superbike. Não só em motor como suspensões.
N00b1e números no papel dizem pouco, queria ver as duas de igual para igual e perceber se existem muitas diferenças nesse aspeto. Até podem mesmo existir e gostava de saber, mas acredito que não sejam assim tão evidentes como no papel o querem mostrar... Porque não estou a defender a MT-10 contra as restantes especialmente a S1000R, até porque neste segmento a minha eleição vai para a Aprilia (a frente não é propriamente uma beleza mas que aquilo é uma máquina...  bigsmile).

dfelix, mas foi ao darem esse passo juntamente com um motor de 150cv (pelo menos no papel, que em roda parece estar bastante distante, mas mesmo assim muito distante da concorrência) que criaram o agora denominado segmento das Sport Adventure, onde é possível ter uma mota desportiva que é confortável e te permite viajar.
No fundo um pouco como aconteceu com a Apple e os smartphones. Já existiam coisas mais ao menos parecidas, mas que possuindo uma interacção diferente mudou completamente as coisas...
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