12-10-2017 às 15:58
Boas.... depois de um aumento em 01/01/2017 no ISV, a receita vai ser repetida no OE para 2018.
E as motos, embora sendo a percentagem seja residual, face aos automóveis, também levam por tabela.
Um aumento de 1,4% corresponde a 14 euros por cada mil.
Ou seja, numa mota de 10.000 euros (livre de impostos), são 140 euros de aumento só no ISV que já se pagava, ao que se somam ainda os 23% de IVA.
Portanto, quem quer comprar moto nova, aos preços actuais... despache-se... que só tem até 31/12/2017.
Até porque segundo o artigo «o que fará com que o preço final aumente, a menos que a cadeia de fornecimento absorva este aumento de imposto, impedindo que o mesmo se repercuta no preço a pagar pelo consumidor.»... Mas será que o Pai Natal existe mesmo?
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OE2018: Motos vão pagar mais imposto (e alguns carros a gasolina também)
José Macário
13:44
A proposta de lei para o Orçamento do Estado de 2018 altera as tabelas de ISV. Todas as motos passarão a pagar mais imposto. No caso dos automóveis, o aumento é contraposto por uma maior parcela a abater no caso dos Diesel, mas entre os gasolina há exceções importantes.
![[Imagem: action-2178406_1920-925x578.jpg]](http://oje-50ea.kxcdn.com/wp-content/uploads/2017/07/action-2178406_1920-925x578.jpg)
A partir de 2018, comprar moto vai ficar mais caro, o mesmo acontecendo com alguns automóveis. Na versão preliminar da proposta de lei do Orçamento de Estado, a que o Jornal Económico teve acesso, as tabelas de ISV apresentam um aumento médio generalizado de 1,4% na componente cilindrada, crescendo a parcela a abater na mesma proporção média: 1,4%.
Quer isto dizer que o ISV a pagar pelas motos (Tabela C) crescerá 1,4% a partir de 2018, o que fará com que o preço final aumente, a menos que a cadeia de fornecimento absorva este aumento de imposto, impedindo que o mesmo se repercuta no preço a pagar pelo consumidor.
No caso dos automóveis (Tabelas A e B), o caso é diferente. Como a parcela a abater ao imposto apurado cresce na mesma proporção que o aumento do imposto devido pela componente cilindrada (aumento médio de entre 1% e 1,4%), ambos os aumentos se anulam, o que levaria a pressupor que os automóveis não veriam a sua já elevada carga fiscal agravada.
No entanto, nem todos os escalões revelam a mesma proporcionalidade. As discrepâncias surgem apenas nas tabelas dos modelos a gasolina e somente no que respeita à componente ambiental. No primeiro escalão (menos de 99 g/km de CO2), a taxa aumenta em 1,5%, ao passo que a parcela a abater sobe apenas 1,3%, ou seja, o imposto sobe 0,2%. Nova discrepância pode ser encontrada no terceiro escalão (de 116 a 145 g/km de CO2), em que a taxa sobe 3,5% e a parcela a abater cresce apenas 1,4%, o que se traduz num aumento efetivo de 2,1%.
Curiosamente, ou não, este aumento surge numa altura em que as vendas de modelos a gasolina superam pela primeira vez as de veículos Diesel na Europa, num claro sinal de que o mercado procura cada vez mais os veículos alimentados por este combustível. É interessante também ver que é no terceiro escalão que cai a maior fatia dos veículos a gasolina vendidos em Portugal, dada a especial apetência do consumidor luso para motores mais pequenos, aliada ao downsizing que está a ser levado a cabo pelos construtores, para conter consumos e respeitar as regras europeias de emissões.
FONTE
E as motos, embora sendo a percentagem seja residual, face aos automóveis, também levam por tabela.
Um aumento de 1,4% corresponde a 14 euros por cada mil.
Ou seja, numa mota de 10.000 euros (livre de impostos), são 140 euros de aumento só no ISV que já se pagava, ao que se somam ainda os 23% de IVA.
Portanto, quem quer comprar moto nova, aos preços actuais... despache-se... que só tem até 31/12/2017.
Até porque segundo o artigo «o que fará com que o preço final aumente, a menos que a cadeia de fornecimento absorva este aumento de imposto, impedindo que o mesmo se repercuta no preço a pagar pelo consumidor.»... Mas será que o Pai Natal existe mesmo?
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OE2018: Motos vão pagar mais imposto (e alguns carros a gasolina também)
José Macário
13:44
A proposta de lei para o Orçamento do Estado de 2018 altera as tabelas de ISV. Todas as motos passarão a pagar mais imposto. No caso dos automóveis, o aumento é contraposto por uma maior parcela a abater no caso dos Diesel, mas entre os gasolina há exceções importantes.
![[Imagem: action-2178406_1920-925x578.jpg]](http://oje-50ea.kxcdn.com/wp-content/uploads/2017/07/action-2178406_1920-925x578.jpg)
A partir de 2018, comprar moto vai ficar mais caro, o mesmo acontecendo com alguns automóveis. Na versão preliminar da proposta de lei do Orçamento de Estado, a que o Jornal Económico teve acesso, as tabelas de ISV apresentam um aumento médio generalizado de 1,4% na componente cilindrada, crescendo a parcela a abater na mesma proporção média: 1,4%.
Quer isto dizer que o ISV a pagar pelas motos (Tabela C) crescerá 1,4% a partir de 2018, o que fará com que o preço final aumente, a menos que a cadeia de fornecimento absorva este aumento de imposto, impedindo que o mesmo se repercuta no preço a pagar pelo consumidor.
No caso dos automóveis (Tabelas A e B), o caso é diferente. Como a parcela a abater ao imposto apurado cresce na mesma proporção que o aumento do imposto devido pela componente cilindrada (aumento médio de entre 1% e 1,4%), ambos os aumentos se anulam, o que levaria a pressupor que os automóveis não veriam a sua já elevada carga fiscal agravada.
No entanto, nem todos os escalões revelam a mesma proporcionalidade. As discrepâncias surgem apenas nas tabelas dos modelos a gasolina e somente no que respeita à componente ambiental. No primeiro escalão (menos de 99 g/km de CO2), a taxa aumenta em 1,5%, ao passo que a parcela a abater sobe apenas 1,3%, ou seja, o imposto sobe 0,2%. Nova discrepância pode ser encontrada no terceiro escalão (de 116 a 145 g/km de CO2), em que a taxa sobe 3,5% e a parcela a abater cresce apenas 1,4%, o que se traduz num aumento efetivo de 2,1%.
Curiosamente, ou não, este aumento surge numa altura em que as vendas de modelos a gasolina superam pela primeira vez as de veículos Diesel na Europa, num claro sinal de que o mercado procura cada vez mais os veículos alimentados por este combustível. É interessante também ver que é no terceiro escalão que cai a maior fatia dos veículos a gasolina vendidos em Portugal, dada a especial apetência do consumidor luso para motores mais pequenos, aliada ao downsizing que está a ser levado a cabo pelos construtores, para conter consumos e respeitar as regras europeias de emissões.
FONTE




