(17-11-2016 às 21:19)vindaloo Escreveu: [ -> ]Mas que se passou exactamente? 
No XR1R Carbon o forro superior é preso à calota na parte da frente apenas e só com velcro. Com o acamar normal do material e algum suor à mistura não foi preciso muito tempo, uns 4 meses de uso intensivo em tempo quente, para já ter que ir "ajeitando" o capacete de maneira a não sentir o rebordo da calota assente directamente na testa. E aos 6 meses já não havia "jeitinho" que remediasse. O rebordo, que até é esquinado por dentro, assentava-me directamente na testa e nada a fazer.
Com o uso também esse velcro foi perdendo a capacidade de prender o forro. A certa altura para enfiar o carolo aqui na cornadura já tinha que fazer uma ginástica muito especifica para que o forro superior não fugisse "para dentro".
Nos 2 anos que andei com ele foi 3 vezes à fabrica para resolver o problema que afinal não tinha resolução já que era um erro básico de concepção. Lá me trocavam o forro por um novo mas no velcro de fixação frontal nunca mexeram. Porque "não era possível" e tal...
Nestes 2 anos não tive capacete durante uns 4 a 5 meses no total devido aos envios para a fábrica ainda ao abrigo da garantia. Uma das vezes que para lá ia ser enviado, e porque iam estar com pessoal reduzido devido ás ferias não o aceitaram tendo enviado um bocado de velcro "double-face" para "desenrascar" até voltarem "ao activo"... Simpático, sem duvida, mas...
E aqui relembro novamente que o X1R1 Carbon era na altura o topo da gama da marca.
Uma das patilhas de plástico que prende a viseira partiu e saltou mas felizmente ainda na garagem o que me possibilitou voltar a casa para agarrar no "velho" e sair directamente para o vendedor onde me deram uma patilha nova que tinham em reserva "porque era um problema comum". Posteriormente acabaram com as "doações" e passaram a vender essas patilhas ao par por 10 ou 15 euros, já nem me lembro bem. Muito bom negócio já que havia muitos fregueses para elas...
Outra patilha partiu e saltou em andamento quando fechei a viseira ao sair duma bomba de gasolina. Felizmente nesse dia eu levava a mochila onde pude guardar a viseira que tive de retirar. E por sorte levava também os óculos escuros na bolsa que assim foram a única "protecção" para os olhos nesse dia enquanto voltava para casa.
Ainda perdi uma outra mas nunca cheguei a saber onde ou como já que só dei por falta dela ao arrumar o capacete em casa.
Quando saiu o XR2R Carbon o sistema de fixação frontal do forro superior já vinha diferente. Já era igual aos dos capacetes "normais". O que indica que eles acabaram por perceber o erro básico de concepção no desenho daquele capacete. E que, por exemplo, a AGV já o sabia à muito pois no meu AGV Longway II, um capacete modular antigo dos mais básicos que existem no mercado e que custava menos de metade do preço do XR1R Carbon, o sistema de fixação frontal do forro superior já era feito da mesma maneira que a Nexx depois acabou por adoptar no XR2R Carbon.
Quanto a insonorizações e aerodinâmicas nem vou falar já que como isso depende bastante do tipo de mota, formatos de cabeça, acessórios, etc., torna-se algo um pouco mais subjectivo.
Resumindo, o meu X1R1 Carbon após 6 meses de uso já estava em misero estado. E não melhorou com a idade.
Pelo XR2R Carbon, quando saiu, já pediam cerca de 400 euros fora acessórios. E assim e por pouco mais de 100 euros do que o que pediam pelo XR2R comprei um outro capacete mas dum fabricante que já ultrapassou à muito a fase de aprendizagem. E já vai com um ano de uso sem qualquer tipo de problema. Continua praticamente como novo.
E
Nexx, NEVER AGAIN!