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Versão completa: MotoGP vs WSBK
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Rod

MotoGP não é a classe rainha à toa, mas isso não significa que seja melhor opção que o mundial de Superbikes (WSBK)…pelo menos para a maioria dos pilotos.

Quem está nas equipas de fábrica em MotoGP está no topo, especialmente se for – agora – na Yamaha, na Honda ou na Ducati.

Veja-se o caso de Eugene Laverty. É 11.º no mundial e tem um quarto e sexto lugares conquistados este ano. A lógica diria que devia continuar, mas Laverty fez uma boa opção ao deixar o MotoGP. Porquê?

A moto – em 2016 ficaria com a Desmosedici GP15 e a uma GP16 será para Alvaro Bautista. Se entre a 14.2 e a 15 a diferença não é muita, o mesmo não acontece entre a GP14.2 e a GP16. Numa volta a diferença entre ambas não é muita, mas ao final de uma corrida pode bem ser de segundos…uma eternidade em MotoGP. E a Ducati quer, com a GP17, fazer o que fez entre a GP14.2 e a GP16: uma grande diferença. Isto significa que a GP15 estaria ainda pior face às GP17 de fábrica. Indo para o WSBK, para uma Aprilia, garante uma moto comparativamente melhor à GP15 que o aguardava para 2017. E um factor faz toda a diferença: o apoio de fábrica. A RSV4-RF não foi muito desenvolvida nos últimos tempos, mas a sua competitividade permanece imaculada. E com a sua complexidade tecnológica, ter apoio de fábrica significa ter umas das melhores motos da grelha.

O dinheiro – As despesas em MotoGP são enormes, e a diferença, por exemplo, nos custos com as motos são abismais. Em MotoGP pilotam-se protótipos de mais de dois milhões de euros por moto e em WSBK as motos têm como base motos de estrada, bem mais acessíveis, por alguns milhares de euros. Isto baixa os custos das equipas com o equipamento, e logo podem pagar mais aos pilotos, pelo menos em média, assumindo que as gigantes japonesas na classe rainha têm bolsos fundos para pagar aos pilotos…mas são a excepção e não a regra. Mas um piloto como Laverty na Aspar não tem um vencimento sequer parecido…e em equipas privadas até pode haver quem pague para ter lugar para competir na classe rainha. Ainda associado ao factor financeiro: os patrocínios dos pilotos. Falamos de capacetes, luvas, botas, todo o equipamento. Mais depressa uma marca paga mais para ver o seu piloto no pódio no WSBK que para o ver no top dez ou 15 em MotoGP. Que interesse tem ter um piloto no quinto posto em MotoGP se não aparece nas fotos do pódio? Em WSBK essas fotos valiam mais para a marca…e faz sentido que pague mais ao piloto por isso. Tudo isto pesa na decisão de um atleta a este nível.

A ambição – Nenhum piloto quer ser quarto, nem terceiro, nem segundo. Quer ganhar. Imagine-se a diferença para a motivação de Laverty competir agora no WSBK, com a possibilidade bem maior de chegar ao pódio e vencer corridas? Não é que WSBK seja mais fácil, mas vejam-se os casos de pilotos que rumaram do MotoGP para o WSBK, como por exemplo, Biaggi ou Hayden. Voltaram ao topo, a saciar a sede de vitórias, e a sentirem-se rápidos. Ao contrário, é bem mais raro ver um piloto saído do WSBK e ter sucesso na classe rainha.

Tudo junto é fácil perceber porque, pelo menos em alguns casos – como o de Laverty -, é mais aliciante ir para o WSBK que ficar a marcar passo em MotoGP. Mais dinheiro, melhores recursos e equipamentos, e ambições renovadas. Hayden voltou a vencer corridas, por exemplo. Vejamos como se dão em 2017 pilotos como Stefan Bradl ou Eugene Laverty.

IN motorcyclesports.sapo.pt
Boa analogia.

Mas, porque será que Moto GP é a categoria mais sonhada para todos!?
Porque é o expoente máximo da competição 2 rodas de velocidade

Rod

O problema é conseguir ter equipa e mãos para andar sempre perto dos lugares da frente.
(26-08-2016 às 20:49)Rod Escreveu: [ -> ]O problema é conseguir ter equipa e mãos para andar sempre perto dos lugares da frente.

Não é para quem quer, é para quem pode! bigsmile